A trilha escatológica: três observâncias fundamentais

Os dias contemporâneos encontram-se tensionados no cenário geopolítico, e o tema da escatologia chegou ao epicentro dos debates religiosos. Há muitos expositores tratando do assunto e, consequentemente, suas respectivas divergências permeiam essas discussões. No entanto, desejo apresentar uma perspectiva que pode auxiliar na elucidação da trilha escatológica, tendo como fundamento pilares extraídos das Escrituras.
Não é possível tratar da escatologia em sua plenitude, explorando seus níveis mais profundos, sem considerar três observâncias de extrema importância.
I. O fio condutor entre o Éden e a nova criação
Existe um fio condutor que conecta o Éden ao novo céu e à nova Terra. Uma parte significativa do livro de Gênesis encontra-se interligada ao Apocalipse. Ignorar essa conexão é tentar compreender a escatologia com os olhos vendados.
II. O véu protetor sobre as Escrituras
Existe um véu protetor nas Escrituras, colocado propositalmente para preservá-las dos profanadores, dos soberbos e dos próprios demônios.
Digo isso com base em Mateus 16:23, quando YESHUA declara que hásatan não compreende os mistérios do CRIADOR, mas apenas os dos homens. E também em Sua oração: “Graças te dou, ó Pai, por ocultar estas coisas daqueles que se dizem sábios e entendidos” (Mateus 11:25-26).
É perceptível que nem os próprios discípulos compreendiam plenamente Suas revelações expostas por meio de parábolas, necessitando indagá-Lo em particular. E, quando Ele rompe as cadeias da morte, abre o entendimento de Seus discípulos para que compreendessem as Escrituras (Lc 24:45).
Nada disso é coincidência. São fatos que evidenciam a existência de uma proteção.
III. A insuficiência das técnicas
Uma observação importante: apenas as técnicas não serão suficientes para compreender as Escrituras em seus níveis mais profundos, principalmente a escatologia.
Por isso, aqueles que se fundamentam exclusivamente nas línguas bíblicas, na hermenêutica e na exegese extrairão apenas o nível superficial do texto, enquanto suas dimensões mais profundas permanecerão submersas. Estes continuarão comportando-se como Nicodemos: repletos de status, mas desconectados da dimensão espiritual.
Portanto, meu conselho a você que é examinador das Escrituras: as técnicas são importantes, mas busque comunhão com o ESPÍRITO SANTO. É Ele quem descortina os segredos, principalmente os escatológicos. Mas busque com humildade, não com arrogância intelectual. Caso contrário, a cortina não será desvendada para você.


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