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A queda de Heylel e uma refutação ao Livro de Enoque

Uma visão esclarecedora dentro das escrituras

Esta obra tem o propósito de esclarecer pontos de extrema importância dentro das Escrituras referentes à queda de Heylel e ao manuscrito apócrifo atribuído a Enoque.


Hoje, proliferam especulações acerca da queda angelical, impulsionadas pela disseminação de um manuscrito apócrifo atribuído a Enoque.


As Escrituras falam da queda de Heylel, popularmente conhecido como Lúcifer. Essa denominação decorre de uma questão de tradução associada ao trabalho de Jerônimo na Vulgata Latina, no século IV, assunto que será examinado em detalhes ao longo desta obra.


Entretanto, as interpretações contemporâneas acerca da queda angelical apresentam graves incompatibilidades com a coerência das Escrituras, sobretudo por se tratar de um acontecimento situado em um período anterior à criação da humanidade. As especulações que mais têm encontrado espaço no meio teológico são interpretações com ramificações em livros apócrifos ou concepções equivocadas defendidas por teólogos que têm a audácia de afirmar que o primeiro pecado ocorreu nos Céus, motivado por uma rebelião contra o CRIADOR, da qual teria resultado a queda de um terço dos anjos.


O problema mais grave dessa afirmação, conforme demonstro nesta obra, é que ela se aproxima de uma blasfêmia contra o CRIADOR. Aqueles que defendem equivocadamente que o primeiro pecado ocorreu nos Céus, além de sustentarem interpretações distorcidas acerca da queda, afirmam indiretamente que o CRIADOR não foi capaz de proteger Sua própria casa da contaminação do pecado. Sem perceber, esses defensores entram em uma rota de colisão teológica esmagadora: primeiro, porque o pecado não pode entrar no Céu; segundo, porque o ETERNO é um fogo consumidor e jamais permitiria que Sua casa fosse contaminada pelo pecado.


Esses mesmos defensores incorrem em outro erro ao afirmarem que hásatan, mesmo após sua queda, continua tendo acesso aos Céus. Essa interpretação equivocada é extraída dos dois primeiros capítulos do livro de Jó. Além de sofrerem influência de livros apócrifos, defendem que os filhos de Deus mencionados em Gênesis 6 são anjos que coabitaram com as filhas dos homens, entrando em rota de colisão com o próprio YESHUA, que nega a sexualidade angelical (Mateus 22:30). Com tamanha ousadia, afirmam ainda que os anjos descritos por Pedro e Judas se referem àqueles que teriam cometido esse ato (2 Pedro 2:4; Judas 1:6).


Observações: os pontos que esta obra se propõe a corrigir


I. O pecado não ocorreu nos Céus, e sua motivação inicial também não foi uma rebelião contra o CRIADOR. O pecado de hásatan está associado ao homicídio, à iniquidade e ao antagonismo com a verdade, conforme a denúncia feita pelo próprio MASHIACH (João 8:44).


II. Os filhos de Deus mencionados em Gênesis 6 não são anjos, mas também não são os descendentes de Sete.


III. O livro apócrifo atribuído a Enoque não foi escrito por Enoque. Trata-se de um anacronismo histórico. Apresentarei fortes indícios de que podem estabelecer uma ligação direta entre este livro atribuído a Enoque, o gnosticismo e o cabalismo.


IV. Os anjos aprisionados no abismo, descritos por Pedro e Judas, não são anjos que coabitaram com mulheres, mas os vigilantes diretamente envolvidos na queda de Heylel.


Portanto, prepare-se: esta não é uma obra comum. Trata-se de uma revelação espiritual que abalará as estruturas de um sistema religioso que falhou na interpretação genuína das Escrituras.

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