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A besta quântica - Parte 1

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Santana
Pr. Edvaldo Santana
29 de set.
4 min de leitura

A besta quântica, Hitler e o anticristo: Raízes da ascenção.


Este texto foi extraído do livro O Último Ditador Mundial e a Marca da Besta. Nele, você terá a oportunidade de explorar camadas profundas da escatologia conectadas a essa tríade satânica. No presente texto, traçamos um paralelo entre a trajetória de Adolf Hitler, seus percalços e sua ascensão, viabilizada com o apoio da burguesia, mesmo diante da ausência de uma tecnologia avançada sob seu controle, e a devastação que ele foi capaz de provocar ainda assim.

O anticristo terá tudo aquilo que Hitler não teve, tanto no aspecto espiritual quanto no tecnológico. O anticristo terá tudo ao seu dispor, inclusive o apoio dos bilionários da tecnologia. Além disso, será também um portal do próprio hásatan. Portanto, o que está por vir será devastador. Por isso, YESHUA declarou que nunca houve dias semelhantes a estes, nem jamais haverá (Mt 24:21).

A pergunta é: como o espírito do mal preparou o palco no século XX para o último ato no século XXI?


I. As raízes da rebelião: a fundação do Partido Nazista e a tentativa fracassada

Antes da Primeira Guerra Mundial, Adolf Hitler era um artista frustrado, vivendo às margens da sociedade em Viena e, posteriormente, em Munique. Quando a guerra eclodiu, em 1914, alistou-se voluntariamente no exército alemão, servindo como mensageiro na frente ocidental. A guerra não lhe deu glória; deu-lhe um propósito.

Ao final da guerra, em 1918, a Alemanha foi derrotada. Hitler, ferido por um ataque com gás mostarda, estava hospitalizado quando recebeu a notícia da rendição. Para ele e para muitos soldados alemães, a derrota não foi aceita como resultado militar; foi apresentada como uma traição de políticos civis, os chamados “criminosos de novembro”.

Foi nesse ambiente de humilhação nacional que Hitler ingressou na política. Em 1919, juntou-se ao pequeno Partido dos Trabalhadores Alemães (DAP). Em 1920, o partido foi renomeado como Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP), o Partido Nazista. Hitler descobriu que possuía dois talentos extraordinários: uma oratória inflamatória e a capacidade de identificar, explorar e manipular o ódio das massas.

Em 8 de novembro de 1923, Hitler tentou tomar o poder à força. Foi o Putsch da Cervejaria, em Munique. Com a ajuda do general Erich Ludendorff, herói de guerra, Hitler acreditava que poderia marchar sobre Berlim e derrubar o governo da República de Weimar. O golpe fracassou. A polícia abriu fogo. Hitler foi preso.


II. O prenúncio profético: o julgamento que tornou Hitler uma figura nacional

O julgamento de Hitler, em fevereiro e março de 1924, foi o ponto de virada. Ele não se defendeu como um criminoso; discursou como um profeta. A imprensa alemã, que até então o ignorava, passou a cobrir cada palavra. Hitler declarou que o julgamento não era contra ele, mas contra o sistema que havia humilhado a Alemanha.

Ele foi condenado a cinco anos de prisão na fortaleza de Landsberg. Entretanto, o sistema judiciário da época, ainda dominado por juízes nacionalistas de direita, tratou-o com extremo privilégio. Hitler não trabalhou. Não foi submetido a regimes rigorosos. Recebeu visitas. Alimentou-se bem. E, mais importante, teve tempo para escrever.

Foi ali, em Landsberg, que ele ditou o primeiro volume de Mein Kampf (Minha Luta) para seu fiel assistente, Rudolf Hess. O livro era uma mistura de autobiografia, manifesto político e profecia; previa a necessidade de expandir o território alemão para o leste (Lebensraum), o extermínio dos judeus como inimigos da raça ariana e a construção de um império que duraria mil anos.

Hitler foi libertado em dezembro de 1924, após cumprir apenas nove meses da pena. Ao sair, não estava enfraquecido. Estava fortalecido. O fracasso do putsch lhe ensinou que o poder não se tomava pela força; conquistava-se mediante estratégia, alianças e exploração do medo e da esperança das massas.


III. O solo fértil para o ódio: o Tratado de Versalhes e a Grande Depressão

A Alemanha do pós-Primeira Guerra era um barril de pólvora. O Tratado de Versalhes (1919) impôs uma série de condições draconianas, detalhadas abaixo:

  • Culpa exclusiva pela guerra: o famigerado artigo 231 forçou a Alemanha a assumir toda a responsabilidade pelo conflito.

  • Perda territorial: a Alemanha perdeu 13% de seu território, incluindo a região do Sarre, rica em carvão.

  • Perda das colônias: todas as colônias alemãs foram confiscadas.

  • Desmilitarização forçada: o exército foi reduzido a 100.000 soldados, sem tanques, aviões ou submarinos.

  • Reparações astronômicas: a Alemanha foi obrigada a pagar indenizações que só foram quitadas integralmente em 2010.

O resultado foi uma economia destruída, uma sociedade humilhada e um povo sedento por alguém que restaurasse seu orgulho. Quando a Grande Depressão atingiu o mundo, em 1929, a Alemanha foi arrasada:

  • O desemprego saltou para mais de 6 milhões; cerca de 30% da força de trabalho.

  • As fábricas fecharam em massa.

  • A classe média foi aniquilada.

  • As pessoas passavam fome em filas de pão.

  • O governo da República de Weimar, paralisado por disputas partidárias, não conseguia responder.

Foi nesse caos que Hitler se moveu.


IV. A resiliência estratégica: como Hitler transformou crise em poder

Hitler não era tolo. Aprendeu com o fracasso do putsch que o caminho para o poder não era a bala; era a urna. Entre 1924 e 1933, transformou o Partido Nazista:

Período de 1924 a 1929:

  • O partido era pequeno e marginalizado.

  • Hitler utilizou esse tempo para consolidar sua liderança absoluta dentro do partido (Führerprinzip).

  • Criou as SA (tropas de assalto) e, posteriormente, as SS (unidades de elite).

  • Construiu uma estrutura paramilitar que impunha medo e ordem.


Período de 1929 a 1932:

  • Com a Grande Depressão, o voto nazista explodiu.

  • Nas eleições de 1928, o partido teve apenas 2,6% dos votos e 12 cadeiras no parlamento.

  • Em julho de 1932, o partido atingiu 37,3% dos votos e 230 cadeiras, tornando-se a maior força política do país.


Hitler não governava sozinho, e seu partido jamais alcançou maioria absoluta. Mas ele possuía algo que seus adversários não tinham: um discurso que unia ódio, esperança e promessa de ação imediata.

Enquanto os partidos tradicionais debatiam, Hitler agia. Criou uma imagem de “salvador da pátria”. Prometeu empregos, pão e vingança contra os responsáveis pela derrota nacional, judeus, comunistas e socialistas.

 
 
 

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