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A visão pré-tribulacionista dimensional: 24 Pilares da Escatologia Plena

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Santana
Pr. Edvaldo Santana
7 de out.
4 min de leitura

A presente visão que o ETERNO me confiou não começa no Apocalipse. Ela nasce no Éden. A redenção e a restauração de todas as coisas foram traçadas antes da criação do homem. O ETERNO previu tudo e determinou o fim desde o início.

Existe, portanto, um fio condutor genuíno que liga o Éden ao Novo Céu e Nova Terra. Sem compreender esse fio, não há escatologia genuína.


I. Os fundamentos eternos

Pilar 1: A redenção e a restauração de todas as coisas nasceram no Éden, antes da criação do homem. O ETERNO previu tudo e traçou o fim desde o início.

Pilar 2: A escatologia genuína possui um fio condutor que liga o Éden ao Novo Céu e Nova Terra.

Pilar 3: Melquisedeque é a materialização do sacerdócio estabelecido antes da fundação do mundo, e é eternizado em YESHUA no Calvário.


II. A septuagésima semana de Daniel: a restituição do protagonismo

Pilar 4: O protagonista da septuagésima semana de Daniel é YESHUA e não o anticristo.

Pilar 5: O Seu ministério iniciou startando a septuagésima semana. Ele cumpriu três anos e meio como o Príncipe da Paz, tornou obsoleto o sacerdócio levítico e a oferta de manjares, fez aliança com a nação de Israel, e sofreu uma quebra de pacto profetizada por Daniel, culminando na Sua rejeição e condenação à morte.

Pilar 6: Os três anos e meio finais serão cumpridos por Moisés e Elias incorporando as duas testemunhas do Apocalipse e estão conectados diretamente ao ministério de YESHUA e à profecia de Daniel 9:27.

Pilar 7: A transfiguração não foi uma mera visão conectada à linguagem grega horama, mas a materialização que legitimou os dois arautos como testemunhas oculares da redenção do MASHIACH.

Pilar 8: Vivemos o silêncio de Apocalipse 8:1, que é o intervalo da septuagésima semana, dividido entre os três anos e meio que YESHUA cumpriu e os outros três anos e meio finais que Moisés e Elias cumprirão, cumprindo o ciclo profético das 70 semanas. E esse silêncio será rompido após a morte das duas testemunhas, desencadeando o toque da sétima trombeta, que anuncia a transição de reino (Ap 11:11-15).


III. O equívoco das correntes tradicionais

Pilar 9: O pré-tribulacionismo tradicional erra em retirar o protagonismo de YESHUA da septuagésima semana e entregar ao anticristo. Erra em defender que haverá sete anos de juízo tribulacional, em que as Escrituras, de forma enfática, dizem que o anticristo terá apenas três anos e meio de atuação legítima (Ap 13:5).

Pilar 10: O pós-tribulacionismo erra em ignorar os fatos descritos acima e defender que a septuagésima semana já se cumpriu totalmente. Também erram em colocar toda a Igreja dentro da Grande Tribulação e ignorar a revelação de Mateus 25, atribuindo-a a uma interpretação voltada apenas para a nação judaica.


IV. O arrebatamento dimensional: o agente resgatador

Pilar 11: O arrebatamento da Igreja será realizado pelo ESPÍRITO SANTO.

Pilar 12: A Igreja será dividida e depois reagrupada, mas nenhuma se perde, pois seu nome já está escrito no Livro da Vida.

Pilar 13: O ESPÍRITO SANTO é o verdadeiro Agente resgatador da Noiva.

Pilar 14: Só passarão pela Grande Tribulação as virgens insensatas, representadas pela igreja de Laodiceia.

Pilar 15: O prêmio para aqueles que guardarem a Palavra em santidade, preservação do azeite e obediência à Palavra (que, nesse contexto, são as virgens prudentes conectadas à igreja de Filadélfia) é escapar da Grande Tribulação (Ap 3:10).

Pilar 16: A redenção e salvação do lago de fogo da Geena são só pela fé em YESHUA. Não há nada que possamos fazer para ser salvo, apenas crer e aceitar. Já a salvação da Grande Tribulação é meritória; está conectada à obediência.

V. A grande tribulação: uma só dimensão de tempo

Pilar 17: Não haverá sete anos de tribulação, apenas três anos e meio. Tempo, tempos e metade de um tempo tratam do mesmo período.

Pilar 18: Três acontecimentos ocorrerão em paralelo, conectados a 42 meses, 1.260 dias e três anos e meio, correspondendo a períodos simultâneos, e três personagens se destacam: a mulher fugindo para o deserto, as duas testemunhas do Apocalipse e o período negro do governo do anti-mashiach (anticristo) (Ap 12:6; 11:3; 13:5). Os três acontecimentos tratam do mesmo período, não de tempos distintos.


VI. A volta em glória e o reagrupamento

Pilar 19: A volta de YESHUA em glória será para aplicar justiça na Terra, prender os demônios e entregar à humanidade que não recebeu a marca da besta a oportunidade de viver mil anos na Terra sem a presença dos demônios.

Pilar 20: O milênio não é metáfora, é literal. É um prenúncio do Reino eterno de YESHUA que será estabelecido após a renovação do Novo Céu e Nova Terra, cumprindo o fio condutor que começou no Éden.

Pilar 21: Com a Sua chegada, lançará o anticristo e a besta no lago de fogo. Prenderá os demônios, fará uma conclusão sumária triunfando no Armagedom.

Pilar 22: Ressuscitará as virgens insensatas que foram martirizadas durante a Grande Tribulação e estabelecerá o julgamento das nações. Esse julgamento tem um perfil de dirimir governabilidade milenar, distribuições de posses e governabilidade.

Pilar 23: Os anjos serão responsáveis por recolher os santos que estarão espalhados nos valados, cavernas e em múltiplos lugares. Esses santos não são a Igreja, representam as nações ovelhas que não tiveram coragem de aceitar o mactatio, preferiram se esconder e se agrupar junto com a mulher protegida no deserto.

Pilar 24: Por fim, esses santos resgatados descritos nos evangelhos sinóticos, que o pós-tribulacionismo defende ser a Igreja, geram uma discrepância interpretativa. Eles vão ao encontro de YESHUA nos ares, depois retornarão para a Terra para reinar no milênio, pois eles são os legítimos habitantes do milênio; dentre eles estarão os remanescentes filhos de Israel.


Conclusão

Esses 24 pilares expõem uma parte de nossa visão teológica pré-tribulacionista dimensional.

Observação: A Igreja se separa antes da grande tribulação, mas se reagrupa após ela, quando YESHUA retornar em glória. As virgens insensatas ressuscitarão e subirão ao encontro dEle, juntando-se às virgens prudentes, tornar-se-ão uma só Esposa do Cordeiro e reinarão com Ele não apenas no milênio, mas para sempre (Ap 20:4,6).

Vale salientar que está em fase de construção uma obra na qual fundamentaremos toda esta visão que defendemos dentro das Escrituras, valorizando sempre a visão apostólica e os manuscritos canônicos e respeitando a visão da patrística, mas sem permitir que influências religiosas tendenciosas possam inferir na interpretação genuína das Escrituras.

O pré-tribulacionismo dimensional não nasceu de uma invenção humana, mas de uma iluminação do ESPÍRITO SANTO dentro da própria Escritura.

 
 
 

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