Moisés e Elias, as duas testemunhas do Apocalipse - Parte 3


A Septuagésima Semana de Daniel e o Ministério do MASHIACH
Os segredos proféticos que incluem o ministério de YESHUA e o das duas testemunhas, a redenção no Calvário e a transição de Reino, não são uma mera coincidência, mas uma conexão profética. E é neste ponto que o desdobramento das 70 semanas se torna uma peça central na profecia.
1. O Foco Central: A Última Semana (Daniel 9:27)
As 70 semanas de Daniel (Daniel 9:24-27) são divididas em:
· 7 + 62 semanas (até o Messias, v. 25).
· 1 semana final (a septuagésima), o verdadeiro dilema profético.
Por que a última semana é o problema?
· Pré-tribulacionistas: separam a 70ª semana do ministério do MASHIACH, colocando-a no futuro e entregando o seu protagonismo de mãos beijadas ao anticristo, subtraindo o protagonismo de YESHUA HAMASHIACH e removendo-O do epicentro profético da profecia.
· Pós-tribulacionistas: defendem que a septuagésima semana se cumpriu integralmente, fechando o ciclo das 70 semanas e ignorando a dimensão espiritual que o texto expõe.
Observação de extrema importância: qualquer interpretação escatológica que retire YESHUA do epicentro da profecia é necessário ficar atento. Primeiro, porque a convergência profética terá múltiplas lacunas. Segundo, porque o subtrador da glória de YESHUA pode estar fazendo isso intencionalmente. Precisamos estar atentos para não transcorrer no plano do maligno sem perceber.
Minha tese pré-tribulacionista dimensional:
O MASHIACH iniciou o Seu ministério dentro da septuagésima semana, startando-a. Ele cumpriu 3,5 anos, e os 3,5 anos restantes serão completados por Moisés e Elias, incorporando as duas testemunhas, conforme já internalizamos acima.
2. A Última Semana Não é do Anticristo, mas do MASHIACH
Daniel 9:27 diz: "Ele firmará aliança com muitos por uma semana [7 anos], e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta."
Quem é "Ele"?
Não é o anticristo, mas o MASHIACH, porque:
· Contexto imediato (v. 26): o "Ungido" (Messias) é o protagonista.
· O MASHIACH confirmou a Nova Aliança (Lucas 22:20) e aboliu os sacrifícios (Hebreus 10:9).
· O anticristo não faz aliança, mas quebra, ao tentar usurpar o lugar do MASHIACH (2 Tessalonicenses 2:4).
Matematicamente:
· 69 semanas já se cumpriram (até o MASHIACH).
· A 70ª começou com Seu ministério, mas foi interrompida na metade (3,5 anos) pela rejeição (Mateus 27:25; João 1:11).
3. Os 3,5 anos restantes: Moisés e Elias como Agentes do Juízo Final
A segunda metade da semana (os 42 meses faltantes) não desapareceu: foi delegada.
I. Moisés e Elias aparecem na Transfiguração (Lucas 9:30-31) discutindo a morte do MASHIACH, sinal de que assumiriam a missão pendente. Curiosamente, Malaquias, ao profetizar o retorno de Elias, coloca Moisés ao lado dele. Embora em outro contexto, isso não é coincidência: é conexão profética (Malaquias 4:4-6).
Em relação à ressurreição de Moisés, ponto que combina na discussão de Miguel com o próprio hásatan (Judas 1:9), quando examinamos com cuidado, percebemos que Miguel não usa pronunciar juízo de maldição contra ele, nem usa a mesma autoridade que usou em Daniel 10:13, nem no Apocalipse 12:7-9. No contexto de Judas, ele parece ter sua autoridade limitada ao ponto de clamar pelo nome do ETERNO para poder repreendê-lo.
Isso indica que a discussão acerca do corpo de Moisés estava em uma dimensão que transcende a compreensão humana. A reivindicação de hásatan encontrou respaldo nas leis divinas, porque Moisés tinha uma dívida de sangue (Gênesis 9:6). Mas, em sua morte, não houve derramamento de sangue, o que aparentemente parece legitimar a cobrança antagonista perpetrada no embate revelado por Judas.
Onde Miguel só consegue resolver a questão quando clama que o ETERNO o repreenda, mostrando que a missão que ele estava cumprindo possuía segredos dimensionais.
Assunto que explico com detalhe no livro "Sete Provas de que Moisés e Elias São as Duas Testemunhas do Apocalipse".
Uma observação importante: o fato de a ressurreição de Moisés ter ocorrido antes da morte e ressurreição de YESHUA, para que ele pudesse se apresentar junto com Elias na Transfiguração, não o transforma nas primícias dos que dormem. Ele se enquadra semelhante a outros que ressuscitaram antes de YESHUA HAMASHIACH, inclusive os corpos dos santos que andaram na cidade. Até porque Moisés morrerá de novo após cumprir os três anos e meio finais junto com Elias (Ap 11 7).
YESHUA é as primícias. O Único que, além de derrotar a morte, triunfou sobre ela e sobre todo o império das trevas. Ele ofereceu um sacrifício perfeito, e Sua ressurreição é eterna. Então, quando Paulo diz que YESHUA é as primícias, está incluso múltiplos atributos que só Ele foi capaz de atribuir, e nenhum outro, nem na terra nem nos céus, possui semelhante legitimidade. Abrir o livro e desatar os seus sete selos: só Ele possui legitimidade peculiar para ambos (1 Coríntios 15:23; Apocalipse 5).
(veja a sequencia na Parte 4)




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