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Moisés e Elias, as duas testemunhas do Apocalipse - Parte 1

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Santana
Pr. Edvaldo Santana
8 de out.
3 min de leitura

A Septuagésima Semana de Daniel e o Ministério Interrompido do MASHIACH: Uma Interpretação Revolucionária.


Tese Central

O fim da 70ª semana de Daniel (Daniel 9:27) foi iniciado pelo MASHIACH, que cumpriu exatos 3,5 anos de ministério antes de ser rejeitado. Essa rejeição (João 1:11; Mateus 27:25) paralisou profeticamente a segunda metade da semana (os 3,5 anos restantes), criando um intervalo entre a redenção e o juízo tribulacional.

No primeiro período, YESHUA cumpriu 3 anos e meio como Príncipe da paz e concluiu com a redenção no Calvário. Isso foi testemunhado pelos cumpridores da segunda metade, Moisés e Elias, no Monte da Transfiguração (Lucas 9:30-31).

Moisés e Elias incorporaram as duas testemunhas do Apocalipse 11. Esses 42 meses finais serão cumpridos no fim dos tempos, em paralelo ao reinado do anticristo (Apocalipse 13:5). Eles terão apenas três anos e meio, e não sete anos, como erroneamente defende o pré-tribulacionismo tradicional.


1. A Septuagésima Semana Dividida: O Ministério do MASHIACH e a Rejeição

Daniel 9:27 diz que o MASHIACH "confirmará uma aliança com muitos por uma semana [7 anos]", mas "na metade da semana" fará cessar sacrifícios. A teologia tradicional atribui esse acontecimento ao anticristo, mas a chave está em Lucas 4:18-21:

· O MASHIACH iniciou Seu ministério declarando: "Cumpriu-se hoje esta Escritura."

· Seu ministério durou 3,5 anos (do batismo à crucificação), cumprindo a primeira metade da septuagésima semana.

· Quando os judeus clamaram "Seu sangue caia sobre nós e nossos filhos" (Mateus 27:25), rejeitaram a aliança, interrompendo o cumprimento da semana profética.


Eu defendo que é exatamente nesse momento que Apocalipse 8:1 entra em evidência: o silêncio que separa a septuagésima semana entre o ministério de YESHUA de 3 anos e meio como Príncipe da paz e o ministério de Moisés e Elias como agentes do juízo, completando o ciclo profético da septuagésima semana, com a morte e ressurreição de Moisés e Elias.

A chave para isso é Apocalipse 11:15, que mostra que a transição de Reino ocorre exatamente quando a sétima trombeta rompe o silêncio profético que liga o intervalo, anunciando que, a partir daquele momento, os reinos do mundo passaram a ser de YESHUA HAMASHIACH.

Verdade que, após a redenção no Calvário, mesmo Ele triunfando sobre a morte e o império das trevas, o Reino não veio para Ele: continuou sob o controle do maligno.


Por que isso é revolucionário?

· A 70ª semana não foi "adiada", nem se cumpriu integralmente como defende o pós-tribulacionismo, mas foi parcialmente cumprida.

· O intervalo atual é um tempo de juízo suspenso (Romanos 11:25). A "grande tribulação" será o cumprimento dos 3,5 anos restantes.


2. Moisés e Elias: As Duas Testemunhas que Completarão os 42 Meses

O ETERNO não deixou a aliança incompleta. Os 3,5 anos faltantes serão cumpridos por Moisés e Elias, cujas identidades são confirmadas por:


I. Transfiguração

Eles aparecem discutindo a morte do MASHIACH (Lucas 9:31), mostrando seu papel como testemunhas oculares da redenção, adquirindo legitimidade para testemunhar durante a grande tribulação. Não uma mera visão atrelada à linguagem grega horama, levando muitos a defender uma visão sem propósito profético.

II. No plano profético não existe coincidência, e sim conexões transcendentais, que, fundamentadas apenas nas técnicas e línguas bíblicas, não são suficientes. É necessário que o ESPÍRITO SANTO revele o segredo oculto das Escrituras. E eles exerceram um ministério de juízo:

· Moisés feriu o Egito com pragas (Êxodo 7–12).

· Elias cerrou o céu E ordenou a morte dos profetas de Baal (1 Reis 17–18).

· Moisés foi executor do juízo divino (Êxodo 32:25-32).

· Semelhantemente, Elias foi o executor do juízo contra os profetas de Baal (1 Reis 18:40).


Nada disso é coincidência. Essas execuções transformaram-nos em réus diante da justiça divina de Gênesis 9:6. E precisaram retornar para, após cumprir a missão, morrerem para que seu sangue satisfizesse a justiça (Apocalipse 11:7). Esse mistério escriturístico e profético está conectado a eles, ainda que eles mesmos não soubessem.

Em Apocalipse 11:6, as testemunhas repetem exatamente os mesmos sinais, em proporções muito maiores.


III. Tempo Profético:

· Ministram por 1.260 dias (3,5 anos) e 42 meses.

· "Tempo, tempos e metade de um tempo" não são tempos distintos, mas o mesmo tempo, com três atuações simultâneas: a mulher no deserto, protegida; as duas testemunhas; e a legalidade delegada ao anticristo (Apocalipse 11:3; 12:6; 13:5).


Isso não é alegoria:

· O anticristo reinará por 42 meses em paralelo às testemunhas.

· Enquanto ele engana, Moisés e Elias restauram a verdade, fechando o ciclo da 70ª semana.

· Só após isso, com a morte e ressurreição de Moisés e Elias, a sétima trombeta será tocada, anunciando a transição de Reino.

· Ignorar essa conexão profética é não conhecer a escatologia plena sob a revelação do ESPÍRITO SANTO.


(veja a sequencia na Parte 2)

 
 
 

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