O Livro de Enoque, o silêncio de YESHUA e dos apóstolos


Se esse manuscrito atribuído a Enoque tivesse algum valor, derivado de homens santos, como foi o caso dos escritores do cânon sagrado seguindo a direção do ESPÍRITO SANTO, seria necessário perguntar: por que YESHUA nunca o citou? Não há registro nos Evangelhos de que YESHUA tenha citado alguma escrita atribuída a Enoque.
Quando YESHUA esteve na Terra, tradições e textos atribuídos a Enoque já circulavam em períodos antigos, embora os manuscritos de Qumran só tenham sido descobertos muitos séculos depois.
Semelhantemente, os apóstolos não mencionam um suposto escrito de Enoque em nenhum momento, muito embora Paulo faça menção a escritos antigos de outros autores.
Há, porém, uma questão que precisa ser reconhecida com honestidade: Judas 1:14-15 apresenta uma passagem que parece corresponder a 1 Enoque 1:9, sendo amplamente estudada como uma utilização de material enóquico.
O problema se intensifica.
Mas é exatamente aqui que o problema se intensifica. Muito embora existam especulações de que cópias de manuscritos atribuídos a Enoque já circulassem décadas antes de o MASHIACH encarnar, não temos base concreta para comprovar que Judas estivesse fazendo referência a um suposto manuscrito atribuído a Enoque. Nem prova histórica de que esses supostos manuscritos já circulavam décadas antes de YESHUA HAMASHIACH se manifestar na Terra como um Homem.
São especulações.
Porque provas arqueológicas desses achados são recentes, têm menos de um século. A forma técnica, utilizando carbono 14, que atesta que os ditos manuscritos têm mais de um século antes do MASHIACH, a meu ver precisa de mais perícias e técnica com imparcialidade.
Dentro da minha análise escriturística, sob a iluminação do ESPÍRITO SANTO, Judas não está mencionando um livro atribuído a Enoque. Em nenhum momento ele faz menção a um suposto manuscrito.
O que Judas menciona é uma profecia oral de Enoque, conhecida entre os religiosos, na qual Enoque, por ser um homem justo, profetizou o juízo que o CRIADOR traria sobre a humanidade, e isso se cumpriu literalmente no dilúvio. Foi exatamente essa comprovação que o qualificou como profeta.
Ele é conhecido no livro de Hebreus pela sua conduta moral e pelo seu translado executado pelo próprio CRIADOR, e não como escritor.
Quando Judas vai falar do retorno de YESHUA em glória, para aplicar juízo, ele utiliza a contundência do juízo profetizado por Enoque, atrelada a uma profecia oral, mencionada por ele antes do dilúvio, que não tem nada a ver com um suposto manuscrito atribuído a Enoque.
Com a referência citada acima, de fato há um anacronismo de quem busca uma âncora para legitimar o manuscrito apócrifo, que apresenta fortes indícios de corresponder a interesses gnósticos e cabalísticos.
Paulo menciona outros escritores e tradições antigas, mas não apresenta nenhuma referência a um manuscrito atribuído a Enoque (Atos 17:28; Tito 1:12; 1 Coríntios 15:33). Os escritores sinóticos e os outros apóstolos não fazem nenhuma menção.
Só por isso, a desconexão espiritual desse manuscrito já se torna evidente. E ainda que, supostamente, Judas estivesse fazendo menção a esse suposto manuscrito, a contradição fica ainda maior, porque ele só foi encontrado há menos de um século, a partir de 1947.
A meu ver, seria muito mais legítimo entender que esse suposto manuscrito foi alterado para tentar se enquadrar no cânon do que admitir que um profeta do cânon tenha feito menção a ele.
Preste atenção, pastores: não se deixem levar por aquilo que o ETERNO não lhes revelou. Tenham cuidado.
Eles são tão audaciosos que...
E erroneamente tentam associar algumas expressões dos Evangelhos Sinóticos a esse manuscrito apócrifo atribuído a Enoque, como se ele fosse a fonte necessária dessas revelações. Isso, a meu ver, é um erro grave. Já disse que lamento que pastores estejam defendendo um escárnio desse, sem observarem pontos de extrema importância que disponibilizamos aqui.
A verdadeira fonte do Novo Testamento
A fonte do Novo Testamento é, conforme o próprio YESHUA falou, os Salmos, a Torá e os Profetas; o ESPÍRITO SANTO como fonte reveladora; e aquilo que os apóstolos ouviram e viram acerca da jornada de YESHUA. Não existe necessidade de recorrer a um livro apócrifo para estabelecer a fonte da revelação do Novo Testamento.
"E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de Mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos salmos." Lucas 24:44”.
Ele está dividindo o Tanah judaico exatamente como era organizado na época dEle:
1. Lei de Moisés (Torá) = Pentateuco, de Gênesis a Deuteronômio.
2. Os Profetas (Nevi'im) = Profetas Maiores e Menores.
3. Os Salmos (Ketuvim / Escritos) = Salmos era o primeiro e maior livro dos Escritos, então dava nome a toda a seção.
É por isso que, em Lucas 24:27, Ele já tinha dito:
"Começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras."
Uma observação importante
O livro que contém as informações contundentes e completas desta refutação será lançado no final de dezembro do corrente ano: “A Queda de Heylel e a Refutação ao Livro de Enoque”.
Muito embora tenhamos resumido essa refutação no livro Uma advertência final para os pastores, que já está disponível.




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