O véu de proteção das Escrituras

Atualizado: 3 de out.

As Escrituras possuem camadas muito profundas. Acreditar que é possível compreendê-las apenas utilizando ferramentas técnicas, conhecimento das línguas bíblicas, hermenêutica e exegese é ignorar fatos contundentes: essas ferramentas e conhecimentos linguísticos e técnicos estão disponíveis a todos, inclusive aos céticos, aos ateus, àqueles que procuram desconstruir o sagrado e aos próprios demônios.
Se esse aparato fosse suficiente, a maioria dos ateus estaria totalmente certa em suas teses, em suas defesas e em seu repúdio à própria Bíblia.
Mas a questão é muito mais dramática: as Escrituras possuem um véu que as protege dos profanadores soberbos, daqueles que se julgam sábios aos próprios olhos e dos próprios demônios.
Se as técnicas fossem suficientes, os judeus, dominadores das línguas hebraica e aramaica, não teriam rejeitado YESHUA, tropeçando nas próprias profecias que julgavam defender. Semelhantemente, os gregos dominam a língua do Novo Testamento, mas podem tropeçar em sua interpretação genuína, prostrando-se diante de outras imagens, inclusive do próprio Zeus, e ainda assim não reconhecendo a divindade de YESHUA HAMASHIACH. Mas eu vos digo: as técnicas são importantes, porém não são suficientes para o pleno conhecimento das Escrituras, porque o próprio Autor as protege.
Foi por este princípio que YESHUA disse a hasatan: “Você não entende os segredos do CRIADOR, só os dos homens” (Mt 16:23).
Orou, dizendo: “Pai, Eu Te dou graças porque ocultaste essas coisas dos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos” (Mt 11:25).
Disse aos Seus discípulos: “Eu tenho muitas coisas para vos dizer, mas vós não podeis suportar agora” (Jo 16:12), revelando que o segredo escriturístico transcende as letras. Usou múltiplas parábolas, adequando a profundidade de Sua linguagem à capacidade de compreensão daqueles que O ouviam, tornando acessíveis verdades profundas por meio de metáforas. E, mesmo assim, eles não compreendiam plenamente, precisando indagar-Lhe em particular. Quando Ele rompe as cadeias da morte, precisa abrir o entendimento deles para que compreendessem as Escrituras: “Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras” (Lc 24:45).
Então, preste atenção: se o ESPÍRITO SANTO não abrir o nosso entendimento para compreendermos as Escrituras em níveis mais profundos, ficaremos nos afogando no raso, com água nos tornozelos, igual a Nicodemos, sendo mestre entre os judeus, mas comportando-se como neófito diante do MESTRE dos mestres (Jo 3).
Neste livro, Advertência Final aos Pastores, estamos fornecendo detalhes acerca deste véu que protege as Escrituras dos profanadores, dos demônios e daqueles que delas se aproximam com arrogância, sem temor e tremor.
Se os céus são santos, se o CRIADOR é fogo consumidor e preza pela santidade, onde nem os próprios serafins olham para Ele enquanto O adoram, conforme atesta Isaías (Is 6), como hásatan poderia pecar dentro do céu sem ser fulminado?
Essa interpretação realmente é verdadeira? É possível perceber que existem alguns pontos que precisam ser examinados; embora defendida por múltiplas academias teológicas, ela também expõe algumas lacunas. Outra indagação controversa: é verdade que hásatan, mesmo após o pecado, continua tendo acesso aos céus?
Muitos utilizam os dois primeiros capítulos do livro de Jó para defender isso. É legítima essa interpretação? E, se é, como é? Responda-me, por favor: como é possível o CRIADOR ser Santo e permitir que o pecado surja em Sua casa e, em seguida, ainda autorizar que esse profanador continue tendo acesso ao mesmo ambiente que ele profanou e sujou?
Será que isso de fato é verdade? Ou estamos diante de uma teologia que permaneceu no raso, com água nos tornozelos, conforme descreve Ezequiel 47:3? Por esta razão, estariam interpretando as Escrituras com a mesma visão de Nicodemos? Muito embora repletos de status e conhecimento, mas ainda limitados em algumas dimensões espirituais necessárias para compreender as Escrituras em níveis mais profundos. Estará acontecendo isso com esses intérpretes?
Não seria mais coerente entender assim do que acreditar que o profanador sujou a casa do ETERNO, ainda levou uma terça parte dos Seus anjos e, em seguida, voltou a ter acesso ao mesmo ambiente que ele profanou?
Bom, são indagações que quem examina as Escrituras, sem estar preso às amarras religiosas tendenciosas, faz naturalmente. Mas fique tranquilo, eu tenho uma boa notícia para você: o pecado não foi nos céus.
Todos estes que defendem essa tese estão, segundo a nossa compreensão, diante de uma interpretação que precisa ser examinada à luz da própria Escritura e da iluminação genuína do ESPÍRITO SANTO. E, neste ponto, firmo-me e assumo responsabilidade pelo que estou afirmando.
Eles estão excessivamente apoiados apenas na letra, chegando a interpretações que, segundo nossa compreensão, precisam ser revistas. Precisamos entender que as Escrituras possuem um Dono. Não temos autoridade para interpretá-las simplesmente da maneira que queremos, sob o risco de cometermos esses desatinos escriturísticos.
Eles erram, portanto, no ambiente e na motivação do pecado, e também na compreensão do verdadeiro pecado que orquestrou a queda deles.
Mas, neste livro, Advertência Final aos Pastores, explicamos com detalhes a verdadeira queda, suas motivações e o local exato deste acontecimento. Observação: estou repleto de provas escriturísticas para todas essas informações e revelamos seu verdadeiro pecado à luz das Escrituras, que não foi rebelião contra o CRIADOR e não aconteceu nas dependências celestes.
Portanto, adquira este livro e enriqueça seu conhecimento dentro das Escrituras.




Comentários